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COMO TORNAR-SE UM IMORTAL

>> domingo, 10 de fevereiro de 2008



Texto escrito por Robert N. Test, em 1978


Não chamem meu falecimento de leito da morte, mas leito da vida.

Dêem minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.

Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.

Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver os netos brincarem.

Dêem meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana.
Retirem meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar.

Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células, se necessário, e deixem-nas crescerem para que, um dia, um menino mudo possa ouvir o seu próprio gritar em um momento de felicidade, ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.

Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento, para ajudarem as flores brotarem.

Se tiverem que enterrar algo, que sejam meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz aos meus semelhantes.

Dêem meus pecados ao diabo. Dêem minha alma a Deus. Eles saberão o que fazer.

Se, por acaso, desejarem lembrar-se de mim, façam-no com ação ou palavra amiga a alguém que precise de vocês.

Se fizerem tudo o que pedi, estarei vivo para sempre!

4 bedelhos!:

Marco Antonio 11 de fev de 2008 01:07:00  

Eu já tinha pensado nisso antes. Aliás, vez ou outra isso me vem a cabeça. Já decidi que vou doar meus órgãos, já falei com minha mãe sobre isso... mas tenho medo de oficializar.

Jornalista 13 de fev de 2008 07:18:00  

Do mundo nada levamos, então, que deixemos aquilo que temos de melhor: nosso exemplo. A fila para doação de órgãos é imensa... São centenas, milhares de vidas esperando a ajuda de um morto. Então, quando eu morrer, quero que tirem de mim tudo que é aproveitável.

Juliana Gulka 13 de fev de 2008 21:58:00  

Muito bom o texto, eu também já pensei muito nisso, como o Marco Antonio.
Outra coisa que penso muito é em doar sangue, coisa que ainda não posso fazer... mas quando puder, vou lá. É um ato que não vai me custar mais do que alguns minutos, mas pode salvar a vida de alguém.

felipe 14 de fev de 2008 10:51:00  

Bom, sou novo por aqui, mas pelo que li gostei muito.
Vamos sempre fazer o bem, da maneira que for melhor para cada um e, se depois de mortos pudermos ainda ajudar que façamos.
Se der, dê uma passada no meu blog:
www.muitoadeclarar.zip.net

Já virei fã do seu.

Abraços.
Felipe

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